Natural de Del Castilho, bairro da zona norte do Rio de Janeiro, Puterrier é o nome artístico de Victor Mitoso. Ele lançou a primeira canção ainda muito novo, na época tentava a vida no ritmo trap. “Meu jeito é muito extrovertido, sorrio para todo mundo. Quando era trapper tinha que meter uma marra que não era natural para mim. Ainda estava me descobrindo”, lembra o músico que já usou outros dois “vulgos”, expressão popular para nome artístico.
Quando encontrou o som criou a própria filosofia de vida, que denominou de Puterrier, faixa que abriria a nova fase da carreira. Baseado em curtir a vida, enquanto trabalha na música e se alia a pessoas que podem acrescentar na própria caminhada, o jeito de ser Puterrier virou nome. “Minha primeira grande música se chamava Puterrier, todo mundo em volta de mim olhou e falou: ‘não tem como você ser chamado de outra coisa, você é o Puterrier’”.
“Quero fazer algo cultural, não quero ficar soltando várias músicas e ver qual vai estourar. Quero ter uma proposta distinta para cada lançamento. Uma coisa que funcione na música, mas também fora da música”, almeja Puterrier que não se cansa de sonhar alto com os próprios projetos. “A meta é ser reconhecido internacionalmente, quero levar o atabagrime para o mundo”.